27 dezembro 2010
Consultoria
* Ouvimos por aí
http://monitormercantil.com.br//mostranoticia.php?id=88930
20 agosto 2010
"Tâmo" emburrecendo?
Dúvida antiga. Já o criador primeiro do nosso atual computador - o inglês Babbage –, questionado há 150 anos, na Câmara dos Comuns , respondeu singelamente: “Já me perguntaram se ao colocarmos informações erradas na minha máquina ela as corrige ... e, francamente, não sei! “
O que já se sabe é que cada vez se lê menos, e os livros tradicionais jazem, cada vez mais empoeirados, empilhados nas estantes. E o cinema, a televisão e os broadcastings, acompanhando a moda, cada vez mais reduzem seus parágrafos, fotogramas e mensagens – reduzindo o tempo de exposição e, com isso, nossa capacidade de avaliar e pensar criticamente.
Pior ainda, com a ausência de um filtro inteligente e eficaz para essa montanha de dados, fustigados pela rapidez e intensidade dos mesmos, tendemos não formar conclusão alguma – justo ao contrário -, a concluir por uma síntese simplificadora e superficial, aceitando como verdade o que nos é sub-repticiamente repetido e enfatizado com a veemência e presunçosa certeza dos mais espertos.
Mas, afinal, já sabiamos disso, desde a velha Roma de Cícero - que repetia e repetia quão malvado era o seu inimigo Catilina - passando pelo caricato Goebels , que transformava em verdade qualquer reiterada e insistente mentira.
Com tanto barulho, estamos, pois, emburrecendo? Depende. Os apaixonados pela modernidade dizem que, absolutamente não: informação sempre é bom! Já alguns outros, mais tradicionais, assinalam e até comprovam os resultados pouco inteligentes dessa algazarra toda.
No entanto, talvez reste agora ainda uma esperança, com os e-books vindo por aí,restabelecendo - quem sabe?- a hegemonia antiga do lentamente virar das pagina, das anotações e marcações nas margens e até, quem sabe, o tatear quase voluptuoso dos encadernados.
Desse modo, enquanto eles não chegam e até comprovarmos suas consequências, quem sabe vamos recomendando, por enquanto, como Consultores mais antigos e avisados que nossos clientes reduzam a impiedosa supremacia dos Sistemas de Informação computorizados, restabelecendo o primado da intuição criadora, ao tempo que, pensando um pouco mais e correndo menos - tal qual a famosa tartaruga da fábula -, acabem eles, aí sim, ganhando a corrida....
Paulo Jacobsen é Professor e Consultor Organizacional.
13 abril 2010
Entidades de Classe: Mudanças necessárias
Hoje, sua situação se agrava com a penetração das redes de relacionamento informais, nas quais se contata e, mais, se averigua o que ficava ao pé do ouvido dos amigos do poder. A metamorfose da representatividade!
Assim, para sobreviverem, cabe a elas entender, identificar, analisar e assimilar essas bruscas, constantes e relevantes tendências políticas, sociais e econômicas e traduzi-las para o seu ambiente interno, para os associados. E incentivar os associados a pensar, discutir e propor soluções para minimizar o choque de tais mudanças no mercado de trabalho, por exemplo.
Não sendo assim vai-se corroendo a credibilidade das instituições carregando, junto, as mensalidades dos executivos associados, também tragados pelo descarte na jovialidade dos 50 anos, quando haviam apenas chegado à metade da sua vida profissional. Acreditavam que continuariam a morrer profissionalmente àquela idade e a falecer, decorrente do ócio, aos sessenta e pouco. Uma insensatez!
AS CONSULTORIAS REVISITADAS
No caso da consultoria, foi espantosa a passividade e a pouca contribuição à discussão e à apresentação de opções ao enxugamento de postos de trabalho, decorrentes da automatização e da globalização. Desencanto maior quando comparado à desmedida adesão aos programas de redução de pessoas, em detrimento aos de redução de custos e recursos, à eliminação de desperdícios- ouvidos os funcionários das organizações, que muito tinham a contribuir por estarem de frente a clientes, fornecedores, colegas, desperdiçadores de tempo e de recursos, das entregas mal planejadas...e não oferecendo propostas de geração de empregos, a fim de contrapor a saída apenas pelo assistencialismo e à construção de presídios. A inércia e a cumplicidade também se deu no governo, nos órgãos de fomento.
Agora, geramos- os consultores, por meio do IBCO e suas organizações- novas oportunidades de trabalho a executivos que migram, experientes e com competência corporativa, reorganizando os seus conhecimentos técnicos e generalistas auferidos na vida profissional para a carreira solo, e a consultores em busca de atualização, com o início da escola de Consultores.
UMA NOVA CARREIRA
Com isso, devemos pensar mais à frente ser mais incisivos e continuar a propagar o empreendedorismo como opção ao emprego, afirmando e comprovando que há vida sem carteira assinada, que devemos aprender a vestir a própria camisa e a investir constantemente na própria carreira e estender os serviços de Consultoria para as PMEs (vejam a Pesquisa de Honorários e Tendências da Consultoria- 2009),abrindo novos mercados e novas oportunidades de trabalho.
Luiz Affonso Romano é Consultor e Coach de Consultores.
Atualmente, CMC e Presidente do IBCO.
24 dezembro 2009
Amanhã à vista
A mídia e as suas dúvidas acerca do leitor; os governos e a escassez de empregos, pressionando o assistencialismo; as instituições de ensino e seus desafios para repensar o instituto da superqualificação sem prazo de validade e sua metodologia de mão única; as congregações religiosas e sua extraordinária expansão em um mundo em que também a ciência se desenvolve consistentemente; as empresas e suas presentes preocupações com as novas tribos de consumidores e com o enxugamento de postos de trabalho, que seca o consumo; as franquias e seus gestores; as construtoras refletindo sobre os novos espaços (casa-escritório); o ressurgimento da preocupação com a Ética, com a eliminação dos desperdícios e com a Responsabilidade Social; os que ora ingressam no 1º emprego e os na jovialidade dos 50, em transição voluntária ou descartados, que desejam aconselhamentos; a (falta de) representação e os novos papéis dos sindicatos patronais e de empregados, conselhos, entidades de classe..., são oportunidades que surgem e estão ao nosso alcance.
Certamente os clientes estão mais exigentes, têm acesso a mais e melhores informações, e querem contratar consultores profissionais - independentes, com competência testada, experientes, exibindo a certificação CMC, a qual exige o reexame das competências, por atribuir validade restrita, tal e qual os brevês dos pilotos e a habilitação para motoristas.Boas Festas e Saúde!
Luiz Affonso Romano, Presidente do IBCO.
03 abril 2009
CHORAR NÃO ADIANTA!
Existe uma Crise – todos concordam. Vai durar muito? Só divergimos quanto ao prazo. Também se discutem as responsabilidades. Houve fraude? Foram inconsequentes? Parece que sim. Desligaram-se os controles? Tudo indica. E assim por diante, um monte de acusações e caça aos culpados e até de alguns bodes expiatórios. Por exemplo, o coitado do Bush que sempre acreditou Paris ficar no Texas e que todo o mundo agora chama de incompetente – que poderia lá ele fazer se “sumidades” econômicas, professores e consultores (até prêmios Nobel ) e poderosos grupos financeiros não lhe alertavam a respeito - muito ao contrário , se calaram, por astúcia ou ignorância -, enquanto o “tsunami” se aproximava ?
Ora, porque não concordarmos todos que a Crise foi e é afinal e, antes de tudo, um fenômeno de amoralidade e ausência de ética – de esquecermos que nosso direito e necessidade terminam onde começa os dos outros -, fingindo não saber- que se alguém ganha, alguém em consequência perde e quando se ganha exageradamente muito, o mesmo ocorre, de sinal trocado. A todo débito corresponde um crédito, já assegurava há muito Frei Lucca Paciolo
Mesmo com a foto esmaecida, confusa, vamos parar de chorar e apresentar uma proposta. Mais especificamente, por que não se cria, por exemplo, um “Certificado de Responsabilidade Social“ – ou algo parecido -, para as empresas que realmente quiserem fazer alguma coisa , além de simplesmente espernear e pedir mais dinheiro?
Funcionaria assim: o Governo concederia estímulos creditícios e fiscais, benefícios cambiais e preferência em fornecimento aos governos. Em troca, as empresas se comprometeriam em não despedir seus efetivos – além de determinada cota e por um prazo específico, principalmente, nos setores mais críticos e para os níveis hierárquicos menos elevados – até três ou quatro salários mínimos, por exemplo.
Entre as inegáveis vantagens de tais medidas é que elas transfeririam os ônus da “acomodação” - que a Crise vem imperiosamente exigindo -, do Governo para o Setor Privado, da iniciativa estatal de salvação pública para a racionalidade mais cuidadosa e efetiva dos administradores empresariais, do atacado de medidas populistas e bombásticas para o varejo das iniciativas pontuais e objetivas.
Ficam o comentário e a sugestão. Para grandes males, homéricos remédios. Continuamos a chorar o leite derramado ou construímos novas oportunidades, realimentando corajosamente mais e melhor nosso plantel leiteiro?

