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27 dezembro 2010

Consultoria

Paulo Jacobsen e Luiz Affonso Romano acabam de lançar um jornal*, via Internet, sobre consultoria. Um polêmico artigo compara os consultores a bobos da corte, pelo lado saudável. Afinal, o bobo da corte tinha autorização real para falar sobre hábitos da rainha ou a honestidade do primeiro-ministro. Romano e Jacobsen citam que, por serem de fora da empresa, muitas vezes os consultores apontam verdades que ninguém quer ouvir, mas que os acionistas apreciam ver reveladas.
* Ouvimos por aí
http://monitormercantil.com.br//mostranoticia.php?id=88930

20 agosto 2010

"Tâmo" emburrecendo?

Nós Consultores estamos cada vez mais em dúvida. Com a atual avalanche de estímulos via Internet - blogs, tweeters, “faces” de toda a ordem e com o Google dando todas as cartas -, vem-se levantando uma preocupação, cada vez mais crítica, de parte dos trabalhadores intelectuais mais bem antenados.

Dúvida antiga. Já o criador primeiro do nosso atual computador - o inglês Babbage –, questionado há 150 anos, na Câmara dos Comuns , respondeu singelamente: “Já me perguntaram se ao colocarmos informações erradas na minha máquina ela as corrige ... e, francamente, não sei! “

O que já se sabe é que cada vez se lê menos, e os livros tradicionais jazem, cada vez mais empoeirados, empilhados nas estantes. E o cinema, a televisão e os broadcastings, acompanhando a moda, cada vez mais reduzem seus parágrafos, fotogramas e mensagens – reduzindo o tempo de exposição e, com isso, nossa capacidade de avaliar e pensar criticamente.

Pior ainda, com a ausência de um filtro inteligente e eficaz para essa montanha de dados, fustigados pela rapidez e intensidade dos mesmos, tendemos não formar conclusão alguma – justo ao contrário -, a concluir por uma síntese simplificadora e superficial, aceitando como verdade o que nos é sub-repticiamente repetido e enfatizado com a veemência e presunçosa certeza dos mais espertos.

Mas, afinal, já sabiamos disso, desde a velha Roma de Cícero - que repetia e repetia quão malvado era o seu inimigo Catilina - passando pelo caricato Goebels , que transformava em verdade qualquer reiterada e insistente mentira.

Com tanto barulho, estamos, pois, emburrecendo? Depende. Os apaixonados pela modernidade dizem que, absolutamente não: informação sempre é bom! Já alguns outros, mais tradicionais, assinalam e até comprovam os resultados pouco inteligentes dessa algazarra toda.

No entanto, talvez reste agora ainda uma esperança, com os e-books vindo por aí,restabelecendo - quem sabe?- a hegemonia antiga do lentamente virar das pagina, das anotações e marcações nas margens e até, quem sabe, o tatear quase voluptuoso dos encadernados.

Desse modo, enquanto eles não chegam e até comprovarmos suas consequências, quem sabe vamos recomendando, por enquanto, como Consultores mais antigos e avisados que nossos clientes reduzam a impiedosa supremacia dos Sistemas de Informação computorizados, restabelecendo o primado da intuição criadora, ao tempo que, pensando um pouco mais e correndo menos - tal qual a famosa tartaruga da fábula -, acabem eles, aí sim, ganhando a corrida....

Paulo Jacobsen é Professor e Consultor Organizacional.

13 abril 2010

Entidades de Classe: Mudanças necessárias

Em sua grande maioria, fundadas na década de sessenta, as entidades (associações, instituições, sociedades...com filiação por adesão, espontânea) vivem o dilema de mudar as suas práticas ou morrer.Nasceram, no passado recente, para representar os interesses de associados assustados com a falta de garantias democráticas e para aglutinar reivindicações de preços das empresas, nos célebres acordos setoriais- os cartéis oficiais do CIP-, para homenagear autoridades e aos que pagavam as próprias homenagens. Sua diretoria, tal e qual a dos sindicatos, não se renovava.

Hoje, sua situação se agrava com a penetração das redes de relacionamento informais, nas quais se contata e, mais, se averigua o que ficava ao pé do ouvido dos amigos do poder. A metamorfose da representatividade!

Assim, para sobreviverem, cabe a elas entender, identificar, analisar e assimilar essas bruscas, constantes e relevantes tendências políticas, sociais e econômicas e traduzi-las para o seu ambiente interno, para os associados. E incentivar os associados a pensar, discutir e propor soluções para minimizar o choque de tais mudanças no mercado de trabalho, por exemplo.

Não sendo assim vai-se corroendo a credibilidade das instituições carregando, junto, as mensalidades dos executivos associados, também tragados pelo descarte na jovialidade dos 50 anos, quando haviam apenas chegado à metade da sua vida profissional. Acreditavam que continuariam a morrer profissionalmente àquela idade e a falecer, decorrente do ócio, aos sessenta e pouco. Uma insensatez!

AS CONSULTORIAS REVISITADAS
No caso da consultoria, foi espantosa a passividade e a pouca contribuição à discussão e à apresentação de opções ao enxugamento de postos de trabalho, decorrentes da automatização e da globalização. Desencanto maior quando comparado à desmedida adesão aos programas de redução de pessoas, em detrimento aos de redução de custos e recursos, à eliminação de desperdícios- ouvidos os funcionários das organizações, que muito tinham a contribuir por estarem de frente a clientes, fornecedores, colegas, desperdiçadores de tempo e de recursos, das entregas mal planejadas...e não oferecendo propostas de geração de empregos, a fim de contrapor a saída apenas pelo assistencialismo e à construção de presídios. A inércia e a cumplicidade também se deu no governo, nos órgãos de fomento.

Agora, geramos- os consultores, por meio do IBCO e suas organizações- novas oportunidades de trabalho a executivos que migram, experientes e com competência corporativa, reorganizando os seus conhecimentos técnicos e generalistas auferidos na vida profissional para a carreira solo, e a consultores em busca de atualização, com o início da escola de Consultores.

UMA NOVA CARREIRA
Com isso, devemos pensar mais à frente ser mais incisivos e continuar a propagar o empreendedorismo como opção ao emprego, afirmando e comprovando que há vida sem carteira assinada, que devemos aprender a vestir a própria camisa e a investir constantemente na própria carreira e estender os serviços de Consultoria para as PMEs (vejam a Pesquisa de Honorários e Tendências da Consultoria- 2009),abrindo novos mercados e novas oportunidades de trabalho.

Luiz Affonso Romano é Consultor e Coach de Consultores.
Atualmente, CMC e Presidente do IBCO.

24 dezembro 2009

Amanhã à vista

O ano de 2009 confirmou o aumento nos negócios da Consultoria, informação dada pela Pesquisa de 2008. Assim, se novos ofertantes de serviços de consultoria ingressam constantemente no mercado, preparados ou não, novos clientes também aportaram. Para os que se aproximam, oferecemos o curso. São os consultores brasileiros fazendo escola. Aos que chegam, sejam bem-vindos!

A mídia e as suas dúvidas acerca do leitor; os governos e a escassez de empregos, pressionando o assistencialismo; as instituições de ensino e seus desafios para repensar o instituto da superqualificação sem prazo de validade e sua metodologia de mão única; as congregações religiosas e sua extraordinária expansão em um mundo em que também a ciência se desenvolve consistentemente; as empresas e suas presentes preocupações com as novas tribos de consumidores e com o enxugamento de postos de trabalho, que seca o consumo; as franquias e seus gestores; as construtoras refletindo sobre os novos espaços (casa-escritório); o ressurgimento da preocupação com a Ética, com a eliminação dos desperdícios e com a Responsabilidade Social; os que ora ingressam no 1º emprego e os na jovialidade dos 50, em transição voluntária ou descartados, que desejam aconselhamentos; a (falta de) representação e os novos papéis dos sindicatos patronais e de empregados, conselhos, entidades de classe..., são oportunidades que surgem e estão ao nosso alcance.

Certamente os clientes estão mais exigentes, têm acesso a mais e melhores informações, e querem contratar consultores profissionais - independentes, com competência testada, experientes, exibindo a certificação CMC, a qual exige o reexame das competências, por atribuir validade restrita, tal e qual os brevês dos pilotos e a habilitação para motoristas.Boas Festas e Saúde!
Luiz Affonso Romano, Presidente do IBCO.

03 abril 2009

CHORAR NÃO ADIANTA!


Existe uma Crise – todos concordam. Vai durar muito? Só divergimos quanto ao prazo. Também se discutem as responsabilidades. Houve fraude? Foram inconsequentes? Parece que sim. Desligaram-se os controles? Tudo indica. E assim por diante, um monte de acusações e caça aos culpados e até de alguns bodes expiatórios. Por exemplo, o coitado do Bush que sempre acreditou Paris ficar no Texas e que todo o mundo agora chama de incompetente – que poderia lá ele fazer se “sumidades” econômicas, professores e consultores (até prêmios Nobel ) e poderosos grupos financeiros não lhe alertavam a respeito - muito ao contrário , se calaram, por astúcia ou ignorância -, enquanto o “tsunami” se aproximava ?

Ora, porque não concordarmos todos que a Crise foi e é afinal e, antes de tudo, um fenômeno de amoralidade e ausência de ética – de esquecermos que nosso direito e necessidade terminam onde começa os dos outros -, fingindo não saber- que se alguém ganha, alguém em consequência perde e quando se ganha exageradamente muito, o mesmo ocorre, de sinal trocado. A todo débito corresponde um crédito, já assegurava há muito Frei Lucca Paciolo

Mesmo com a foto esmaecida, confusa, vamos parar de chorar e apresentar uma proposta. Mais especificamente, por que não se cria, por exemplo, um “Certificado de Responsabilidade Social“ – ou algo parecido -, para as empresas que realmente quiserem fazer alguma coisa , além de simplesmente espernear e pedir mais dinheiro?

Funcionaria assim: o Governo concederia estímulos creditícios e fiscais, benefícios cambiais e preferência em fornecimento aos governos. Em troca, as empresas se comprometeriam em não despedir seus efetivos – além de determinada cota e por um prazo específico, principalmente, nos setores mais críticos e para os níveis hierárquicos menos elevados – até três ou quatro salários mínimos, por exemplo.

Quixotesco? Por incrível, isso até já funcionou. No Brasil, há cerca de 40 anos, o ministro Roberto Campos propôs um pacto para conter a explosiva inflação. As empresas se comprometiam manter estáveis seus preços estáveis por 10 meses em troca daqueles estímulos e preferências. A adesão ao pacto foi liderada pela indústria automobilística, que, pela sua importância, trouxe a reboque os fornecedores (aço, pneus, borracha, plásticos, têxtil...) e estes foram puxando a adesão à CONEP dos petroquímicos, alimentícios...Para ficar num exemplo de passado recente.

Entre as inegáveis vantagens de tais medidas é que elas transfeririam os ônus da “acomodação” - que a Crise vem imperiosamente exigindo -, do Governo para o Setor Privado, da iniciativa estatal de salvação pública para a racionalidade mais cuidadosa e efetiva dos administradores empresariais, do atacado de medidas populistas e bombásticas para o varejo das iniciativas pontuais e objetivas.

Ficam o comentário e a sugestão. Para grandes males, homéricos remédios. Continuamos a chorar o leite derramado ou construímos novas oportunidades, realimentando corajosamente mais e melhor nosso plantel leiteiro?

Luiz Affonso Romano-Presidente do Instituto Brasileiro dos Consultores de Organização (IBCO) e Paulo Jacobsen- Professor e Consultor.