Em sua grande maioria, fundadas na década de sessenta, as entidades (associações, instituições, sociedades...com filiação por adesão, espontânea) vivem o dilema de mudar as suas práticas ou morrer.Nasceram, no passado recente, para representar os interesses de associados assustados com a falta de garantias democráticas e para aglutinar reivindicações de preços das empresas, nos célebres acordos setoriais- os cartéis oficiais do CIP-, para homenagear autoridades e aos que pagavam as próprias homenagens. Sua diretoria, tal e qual a dos sindicatos, não se renovava.
Hoje, sua situação se agrava com a penetração das redes de relacionamento informais, nas quais se contata e, mais, se averigua o que ficava ao pé do ouvido dos amigos do poder. A metamorfose da representatividade!
Assim, para sobreviverem, cabe a elas entender, identificar, analisar e assimilar essas bruscas, constantes e relevantes tendências políticas, sociais e econômicas e traduzi-las para o seu ambiente interno, para os associados. E incentivar os associados a pensar, discutir e propor soluções para minimizar o choque de tais mudanças no mercado de trabalho, por exemplo.
Não sendo assim vai-se corroendo a credibilidade das instituições carregando, junto, as mensalidades dos executivos associados, também tragados pelo descarte na jovialidade dos 50 anos, quando haviam apenas chegado à metade da sua vida profissional. Acreditavam que continuariam a morrer profissionalmente àquela idade e a falecer, decorrente do ócio, aos sessenta e pouco. Uma insensatez!
AS CONSULTORIAS REVISITADAS
No caso da consultoria, foi espantosa a passividade e a pouca contribuição à discussão e à apresentação de opções ao enxugamento de postos de trabalho, decorrentes da automatização e da globalização. Desencanto maior quando comparado à desmedida adesão aos programas de redução de pessoas, em detrimento aos de redução de custos e recursos, à eliminação de desperdícios- ouvidos os funcionários das organizações, que muito tinham a contribuir por estarem de frente a clientes, fornecedores, colegas, desperdiçadores de tempo e de recursos, das entregas mal planejadas...e não oferecendo propostas de geração de empregos, a fim de contrapor a saída apenas pelo assistencialismo e à construção de presídios. A inércia e a cumplicidade também se deu no governo, nos órgãos de fomento.
Agora, geramos- os consultores, por meio do IBCO e suas organizações- novas oportunidades de trabalho a executivos que migram, experientes e com competência corporativa, reorganizando os seus conhecimentos técnicos e generalistas auferidos na vida profissional para a carreira solo, e a consultores em busca de atualização, com o início da escola de Consultores.
UMA NOVA CARREIRA
Com isso, devemos pensar mais à frente ser mais incisivos e continuar a propagar o empreendedorismo como opção ao emprego, afirmando e comprovando que há vida sem carteira assinada, que devemos aprender a vestir a própria camisa e a investir constantemente na própria carreira e estender os serviços de Consultoria para as PMEs (vejam a Pesquisa de Honorários e Tendências da Consultoria- 2009),abrindo novos mercados e novas oportunidades de trabalho.
Luiz Affonso Romano é Consultor e Coach de Consultores.
Atualmente, CMC e Presidente do IBCO.
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13 abril 2010
Entidades de Classe: Mudanças necessárias
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