28 abril 2010

Curso Desenvolvimento de Consultores Rio março 2010


Rio de Janeiro, 6ª turma, em março de 2010. Consultores que buscam atualização em técnicas, MKT e venda de seus serviços e Executivos, com vasta experiência setorial,que pretendem ingressar na Consultoria Organizacional e/ou técnica, de vários Estados, pariciparam nos 25, 26 e 27 de março, no Rio de Janeiro, no Plaza Hotel Copacabana, da 6ª turma do Curso de Desenvolvimento de Consultores, ministrado pelos consultores Luiz Affonso Romano, L.A. Costa Leite e Paulo Jacobsen.

13 abril 2010

Entidades de Classe: Mudanças necessárias

Em sua grande maioria, fundadas na década de sessenta, as entidades (associações, instituições, sociedades...com filiação por adesão, espontânea) vivem o dilema de mudar as suas práticas ou morrer.Nasceram, no passado recente, para representar os interesses de associados assustados com a falta de garantias democráticas e para aglutinar reivindicações de preços das empresas, nos célebres acordos setoriais- os cartéis oficiais do CIP-, para homenagear autoridades e aos que pagavam as próprias homenagens. Sua diretoria, tal e qual a dos sindicatos, não se renovava.

Hoje, sua situação se agrava com a penetração das redes de relacionamento informais, nas quais se contata e, mais, se averigua o que ficava ao pé do ouvido dos amigos do poder. A metamorfose da representatividade!

Assim, para sobreviverem, cabe a elas entender, identificar, analisar e assimilar essas bruscas, constantes e relevantes tendências políticas, sociais e econômicas e traduzi-las para o seu ambiente interno, para os associados. E incentivar os associados a pensar, discutir e propor soluções para minimizar o choque de tais mudanças no mercado de trabalho, por exemplo.

Não sendo assim vai-se corroendo a credibilidade das instituições carregando, junto, as mensalidades dos executivos associados, também tragados pelo descarte na jovialidade dos 50 anos, quando haviam apenas chegado à metade da sua vida profissional. Acreditavam que continuariam a morrer profissionalmente àquela idade e a falecer, decorrente do ócio, aos sessenta e pouco. Uma insensatez!

AS CONSULTORIAS REVISITADAS
No caso da consultoria, foi espantosa a passividade e a pouca contribuição à discussão e à apresentação de opções ao enxugamento de postos de trabalho, decorrentes da automatização e da globalização. Desencanto maior quando comparado à desmedida adesão aos programas de redução de pessoas, em detrimento aos de redução de custos e recursos, à eliminação de desperdícios- ouvidos os funcionários das organizações, que muito tinham a contribuir por estarem de frente a clientes, fornecedores, colegas, desperdiçadores de tempo e de recursos, das entregas mal planejadas...e não oferecendo propostas de geração de empregos, a fim de contrapor a saída apenas pelo assistencialismo e à construção de presídios. A inércia e a cumplicidade também se deu no governo, nos órgãos de fomento.

Agora, geramos- os consultores, por meio do IBCO e suas organizações- novas oportunidades de trabalho a executivos que migram, experientes e com competência corporativa, reorganizando os seus conhecimentos técnicos e generalistas auferidos na vida profissional para a carreira solo, e a consultores em busca de atualização, com o início da escola de Consultores.

UMA NOVA CARREIRA
Com isso, devemos pensar mais à frente ser mais incisivos e continuar a propagar o empreendedorismo como opção ao emprego, afirmando e comprovando que há vida sem carteira assinada, que devemos aprender a vestir a própria camisa e a investir constantemente na própria carreira e estender os serviços de Consultoria para as PMEs (vejam a Pesquisa de Honorários e Tendências da Consultoria- 2009),abrindo novos mercados e novas oportunidades de trabalho.

Luiz Affonso Romano é Consultor e Coach de Consultores.
Atualmente, CMC e Presidente do IBCO.

03 março 2010

Consultoria: o lado sombra do cliente...

O Consultor é um descobridor! Esse o particular fascínio da nossa profissão.Com frequência, a empresa-cliente, a consulente, ou não sabe bem qual seu "real" problema, não quer ou não pode revelá-lo integralmente ou, no mais das vezes, convive com opiniões contraditórias ou "soluções" e propostas que se excluem entre si, defendidas por acionistas, sócios, gestores, interessados com visões diferentes.

Com efeito, toda empresa ou negócio tem -digamos -, seu lado de “luz” – aparente, óbvio, claro, aparentemente unânime e outro - seu lado "sombra", sua realidade oculta, sorrateira e desconhecida e, por vezes, até surpreendente.

Lembramo-nos de um cliente que contratou a Consultoria para desenvolver trabalho de Planejamento Estratégico, um programa, um roteiro mestre, para seus próximos três, quem sabe cinco anos: estavam em dúvida...Seus quatro sócios, todos ótimos profissionais, amigos de longos anos, pediam ajuda solicitando avaliação de seus reais recursos, seus mercados alternativos, seus objetivos mais apropriados e, potencialmente, mais lucrativos, a longo prazo.

Após algum tempo de pesquisa, entrevistas, e já ganhando a confiança dos diretores acabou descobrindo o Consultor- coordenador dos trabalhos- que, na verdade, o que cada sócio queria era se retirar do negócio, pendurar as chuteiras, vender sua parte e ir para casa, para um merecido descanso após aqueles longos e trabalhosos anos de exitosa construção do negócio.

Mas, como confessar isso aos três outros sócios? E sem abalar sua união, sem perda de valor do negócio, do ponto de vista do mercado e, ainda, embora amigos, sem risco de reduzir seu poder de barganha na venda de sua parte aos sócios remanescentes? O lado 'sombra' da empresa, só agora, era evidente para todos - a Consultoria mudou o rumo...

Às vezes, a coisa chega ao burlesco. Como aquele presidente da multinacional, de origem européia, que pediu nossa ajuda para um problema "cultural" de sua empresa. Embora possuísse uma biblioteca razoável, em livros e documentação técnica, ninguém a consultava. Examinamos o assunto. A tal da biblioteca ficava o tempo todo fechada a sete chaves, aos cuidados de um compenetrado e zeloso funcionário que não "emprestava" a ninguém, com medo de "sumirem" com seus preciosos alfarrábios ...

E não é de hoje à irresponsabilidade, a falta de visão do todo. Como o da multinacional americana que pretendia vender uma unidade fabril de setor em que não era um ator de peso. Com estudos quase concluídos, relatórios parciais analisados e aprovados, honorários quitados, 1ªs sondagens bem recebidas, surpreendeu a todos a ordem da matriz para fechamento, de imediato, da fábrica, porque não poderiam perder tempo com insignificante unidade no portfólio internacional do grupo. Fechada abruptamente enfrentaram greves, sindicalistas à porta, ações trabalhistas e desvalorização dos equipamentos, terreno e construção, os quais foram arrematados em leilão.

Por essas e outras, a Consultoria tem seu lado de ciência e outro -importante - de criação artística. O Consultor desvela e pinta de cores e luz o que jaz oculto, esconso, à sombra, intencional ou não e, talvez, resida exatamente nisso o irresistível desafio gratificante da profissão.À época aprendíamos observando, lendo a incipiente literatura e trabalhando.

Hoje, felizmente, já contamos com cursos para Consultores.

Luiz Affonso Romano e Paulo Jacobsen, Coaches de Consultores e Professores dos Cursos de Consultoria.

16 fevereiro 2010

Mercado de trabalho e o prazo de validade para o capital humano.

O desemprego, que se agrava nas crises, hoje mais frequentes, não é cíclico. A automação, a concentração de negócios, o maior nº de pessoas desejando permanecer no mercado por mais tempo, os jovens que procuram anualmente ingressar, os norte-americanos e emergentes desempregados, rearrumaram a oferta de emprego. O encolhimento é constante, às vezes brusco, aos solavancos, nem do V e/ou do W.

Lá no início, na escolha do jovem, as referências não são mais os pais para os filhos, porque muitos- aqui e lá no exterior-, estão prestes a perder o emprego ou já perderam. Ninguém quer “sair” mais a eles, pais.

No meio do caminho, da vida vivida, homens e mulheres preparam-se para viver ativamente mais 30 anos, procurando zelosamente equipar-se para dobrar o tempo de trabalho (ocuparam-se dos 20 aos 50). É a vida prazerosa e profícua, expressão de vigor mental e físico.

Os títulos formais, os cursos longos, carregam chancelas, marcas consagradas no passado, e que agora necessitam de programas conectados com o mundo de desvestir a camisa corporativa e profissionais da academia que exerçam o ofício com entusiasmo e antenados, para hoje coroar a teoria com a prática indispensável, enriquecedora. Para valerem, carecem de reexame, tal e qual os brevês de pilotos e de motoristas.

Por isso, os jovens e os não tão jovens executivos previdentes, que perceberam as mudanças no ambiente laboral, aplicam-se na conversão planejada, na transição de carreira, desde cedo. Sabem que mudarão de função 4 a 5 vezes, trocarão de empresas outras tantas. Precisam construir o futuro, tomar as rédeas da vida e do trabalho.

Assim, na jovialidade dos seus 40/50/60, após uma vida corporativa exitosa, muitos querem aplicar o seu capital profissional na Consultoria, com acompanhamento, elaborando plano para utilizar o conhecimento acumulado, definindo as discrepâncias entre a situação atual e a desejada e, com isso, diminuindo as distâncias, e reprogramando os conhecimentos técnicos e generalistas auferidos.

E aí, compreenderão a mudança tática de gestor para consultor, um ser de aconselhamento, de ajuda. Aprenderão as apropriadas ferramentas de intervenção, a inquestionável propriedade das relações interpessoais, a imprescindível formação e o cultivo da rede de relacionamento, a visibilidade comedida, o indispensável sigilo profissional, a intangibilidade e a inseparabilidade do serviço, o comprometimento ético...O mercado da Consultoria agradece.

Luiz Affonso Romano é Coach de Consultores. Atualmente, CMC e Presidente do IBCO.

11 janeiro 2010

Alumni Consultoria: almoço de apresentação e confraternização das 5 turmas, RJ



“No dia 11 deste, alunos das cinco turmas, do Rio de Janeiro, promoveram almoço, no Clube Americano, para se conhecerem, trocarem cartões e promoverem a rede de relacionamento. A oportunidade evidenciou, mais uma vez, a gama de conhecimentos, experiência e competência dos alunos em conjunto que, em possível sinergia, cobririam praticamente todas as áreas da Consultoria e setores: do comércio à indústria, dos serviços ao 3º setor, da saúde aos governos... Brevemente, todos se apresentaram e informaram a área de atuação. Na ocasião, foram lançadas as bases de um Cadastro de Consultores, abrangendo todos os ex-alunos e veiculando seus currículos e áreas de interesse. Dois deixaram suas impressões:

"...Estes encontros acabam superando os momentos vividos em sala de aula, sobretudo este, com a mesclagem de todas as 5 turmas formadas até agora. Pudemos perceber neste encontro que o universo coberto pelos diversos consultores é muito vasto e temos que tirar proveito deste sinergia. ...Pensem ainda que quando estiverem fora dos postos de trabalho que agora ocupam, somente a aliança com os demais colegas e por conseqüência, o networking criado, poderá facilitar e permitir o desenvolvimento dos sonhos e anseios de cada um", como testemunhou, entusiasmado, Umberto Reis, da 4 ª turma.
Já Carlos Peixoto, da 1ª turma, ressalvou que “Fomos a turma com maior percentual de comparecimento, o que significa que a chama está acesa. Parabéns ao Prof. Affonso Romano e equipe pelo excelente trabalho que fizeram na semeadura. O terreno era fértil e deu frutos, que se estão multiplicando. No período do Natal é sempre bom ter a oportunidade de rever os amigos, compartilhar logros e preocupações, além de falar de sonhos. Vamos permanecer juntos, assim seremos invencíveis”.
O Presidente do IBCO deu as boas-vindas à Alumni Consultoria - formada por alunos e ex- alunos dos Cursos de Consultoria - que se propõe a promover encontros para debater temas relevantes da Consultoria e reforçar a rede de relacionamento de consultores para a troca de idéias, experiências e indicação de negócios. Salientou, Romano, ainda “...que a Indicação apareceu novamente na Pesquisa de Honorários 2009 como o critério mais importante para a seleção de serviços de consultoria... e que o IBCO está de braços abertos para recebê-los”.

24 dezembro 2009

Amanhã à vista

O ano de 2009 confirmou o aumento nos negócios da Consultoria, informação dada pela Pesquisa de 2008. Assim, se novos ofertantes de serviços de consultoria ingressam constantemente no mercado, preparados ou não, novos clientes também aportaram. Para os que se aproximam, oferecemos o curso. São os consultores brasileiros fazendo escola. Aos que chegam, sejam bem-vindos!

A mídia e as suas dúvidas acerca do leitor; os governos e a escassez de empregos, pressionando o assistencialismo; as instituições de ensino e seus desafios para repensar o instituto da superqualificação sem prazo de validade e sua metodologia de mão única; as congregações religiosas e sua extraordinária expansão em um mundo em que também a ciência se desenvolve consistentemente; as empresas e suas presentes preocupações com as novas tribos de consumidores e com o enxugamento de postos de trabalho, que seca o consumo; as franquias e seus gestores; as construtoras refletindo sobre os novos espaços (casa-escritório); o ressurgimento da preocupação com a Ética, com a eliminação dos desperdícios e com a Responsabilidade Social; os que ora ingressam no 1º emprego e os na jovialidade dos 50, em transição voluntária ou descartados, que desejam aconselhamentos; a (falta de) representação e os novos papéis dos sindicatos patronais e de empregados, conselhos, entidades de classe..., são oportunidades que surgem e estão ao nosso alcance.

Certamente os clientes estão mais exigentes, têm acesso a mais e melhores informações, e querem contratar consultores profissionais - independentes, com competência testada, experientes, exibindo a certificação CMC, a qual exige o reexame das competências, por atribuir validade restrita, tal e qual os brevês dos pilotos e a habilitação para motoristas.Boas Festas e Saúde!
Luiz Affonso Romano, Presidente do IBCO.

12 dezembro 2009

Nós ensinamos?

Nosso curso de Consultoria, voltado para um público jovem de treinandos - todos na faixa dos seus vinte anos -, sofreu dura crítica, chegando três alunos até a desistirem no meio do programa. Curiosamente isso nos orgulhou tanto que até estamos aqui, divulgando esse nosso ”fracasso“.
Com efeito, a alegação crítica - até veemente - foi de que o Curso “era demasiadamente prático”, tornando difícil a “anotação dos conceitos” e sua “memorização, leitura e compreensão ulterior” (sic, sic, sic).
Ora, de fato, nossa opção pedagógica vem sendo (v. Paulo Freire) a de que o professor não ensina, até ao contrario, o aluno é que aprende (ou não!)... Coerentemente, nosso viés didático - aplicado no Curso -, vem sendo o de se criar, durante as aulas, um clima participativo, de livre discussão, de enriquecedoras interpretações e idéias divergentes, procurando-se até fugir da unanimidade – sempre “burra” como repetia mestre Nelson Rodrigues -, procurando-se ir da diversidade criativa para um acordo consensual, prático, inteligente e, principalmente, aplicável no dia a dia das empresas, com ajuda do Consultor.
Convém lembrar, aliás, que essa análise diversificada e situacional das empresas- recomendada pelo Curso, aos Consultores -, lembra bem “que não existem doenças, mas sim, doentes!” – como não existem diagnóstico padrão nem mudança aconselhável a toda e qualquer empresa, como prescreve, eventualmente, a vasta e recente literatura da área administrativa e organizacional, com seus “Best-sellers” - que se vendem até com muito sucesso -, recomendando ali seus” Os dez mandamentos do administrador eficiente” ou” O que deve fazer o gerente exitoso”, tudo isso vazado, sempre que possível, em textos de aprazível leitura que nunca devem levar mais de 30 minutos para serem lidos (afinal, “Time is Money “”, não é mesmo?).
Já nossa “Capacitação “percorre caminho oposto. O Curso é apresentado em original sistema didático a que chamamos “técnica do jogral“ onde dois professores-consultores, em conjunto e simultaneamente, debatem com os alunos os conceitos estudados, podendo eles até divergir entre si, estimulando, assim a análise criativa e imaginosa dos temas propostos.
Com isso, com essa abordagem diversificada, temos observado, nos últimos dez cursos já apresentados, que os alunos têm aprendido muito mais... E os professores também!
Paulo Jacobsen, membro honorário do IBCO, Professor e Consultor