As organizações estão incorporando, crescentemente, conceitos e processos de aprendizagem em suas práticas gerenciais e operacionais.
O trabalho do consultor se dá a partir de, pelo menos, quatro dimensões que têm relação direta com a aprendizagem: relação de ajuda, mudança, intervenções e implementação com autonomia decisória do cliente.
1 - Por ser uma relação de ajuda, o consultor fornece ao cliente apoio necessário a identificar e compreender seus problemas, incluindo aprendizagem sobre novas formas de os resolver. O cliente se educa no momento em que reflete, assim como o consultor. O ciclo desse processo tem dupla repercussão: ambos aprendem.
O consultor se esquece que o cliente também tem suas competências e não se satisfaz em receber sabedoria, numa atitude passiva. Passividade gera submissão, alienação ou resistência encoberta. Educação significa sair da mesmice e precisa ser provocada.
2 - A segunda dimensão que gera oportunidades de aprendizagem é a mudança. Quem a está vivendo não sabe exatamente como ocorre e o que produzirá. Sempre há o desconhecido, o improvável. Há a necessidade de compreensão, envolvimento, implantação de novos processos e adoção de modelos mentais condizentes, tudo isso gerando capacitação, treinamento, desenvolvimento e aprendizagem contínua.
A mudança não pode ser anunciada como uma sinfonia pronta, mas uma concertação de talentos que aprendem e executam suas partituras em consonância com os demais. O maestro é o líder e o consultor o afinador.
3 - É, no entanto, nas intervenções que a aprendizagem pode se transformar em rede. Uma intervenção tem riqueza quando possibilita reproduzir aprendizagens. Não existe só para resolver determinados problemas; precisa ter potencial multiplicador tão amplo quanto a demanda pedir. A melhor intervenção é a que leva à aprendizagem em ação (action learning), por moto próprio do sistema cliente.
4 - Quanto à quarta dimensão - implementação com autonomia, sabemos que sua responsabilidade total é do cliente, dono do problema. Se tiver cabeça moderna, preferirá aplicar os princípios da organização de aprendizagem (learning organization), onde o processo produtivo é enriquecido por práticas de educação continuada. Na sociedade do conhecimento, quem não aprende, desaprende.
Em qualquer organização, o desenvolvimento sistemático requer aprendizagem permanente, tão importante quanto à execução de tarefas em si. Um projeto oriundo de consultoria ficará pela metade se não procurar incorporar aprendizagem em cada operação do cliente. Não existe começo, meio e fim, como num filme romântico de Hollywood. Há sempre um movimento, até que surja uma nova necessidade.
O consultor é um empreendedor educacional. O processo aprendizagem-ação é parte essencial de qualquer projeto, célula na corrente sanguínea. Se não houver reprodução, o organismo se debilita ao extremo. A competência educacional é o que mantém o consultor vivo, à frente do tempo.
Por Luiz Augusto Mattana da Costa Leite, CMC e vice- presidente do IBCO.
10 julho 2009
Consultor educa, não ensina,
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29 junho 2009
O dia do Consultor
Brasil, 26 de junho de 2009
Caros colegas Consultores, estamos de parabéns! Hoje se comemora, internacionalmente, por sugestão do ICMCI, o dia do Consultor.
O IBCO, membro e representante do ICMCI na América Latina, acolhe a iniciativa e celebra a data com a comunidade de consultores do Brasil e afiliados dos países da região.
Como bem sabem os colegas, o Consultor tem árdua tarefa. Inicialmente procura ele identificar e definir qual o problema do Cliente - que, aliás, nem sempre sabe bem qual seja ele.
Ultrapassada esta etapa, prossegue, o Consultor, examinando possíveis causas do "status-quo", gerando opções de solução para o problema e indicando qual a mais recomendável. E, mais ainda, em alguns casos, ainda resta a tarefa crítica de ajudar a implantar as soluções propostas. Enfim, o profissional lida com a Mudança - uma das tarefas mais difíceis e instigantes das organizações, públicas e privadas.
É fácil reconhecer quão difícil pode ser este trabalho, cheio de percalços, dúvidas, incertezas e riscos, haja vista que o Cliente espera, quase sempre, uma solução "mágica", quase um "truque " que venha a resolver problemas que levaram anos a se instalar.
É nesse cenário que o nosso IBCO vem se desenvolvendo, nestes 40 anos, apoiando os Consultores na caminhada, com informações, pesquisas, cursos, recomendações, padrões éticos, opiniões e reconhecimento do mercado, para melhor qualidade em nossas intervenções, tornando-as mais bem adaptadas ao ambiente, eficazes e atendendo cada vez melhor às expectativas do contratante.
Nesse Brasil, que exibe essa pletora de recursos em potencial e que continua crescendo apesar das crises- nativas e importadas, nós Consultores contribuímos de maneira oportuna e importante para uma pátria mais desenvolvida, mais justa e certamente mais feliz. Parabéns novamente.
Atenciosamente,
Luiz Affonso Romano, CMC
Presidente do IBCO
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17 junho 2009
Recolocação ou Capacitação: Qual é o seu Caminho?
Tempos novos exigem novos comportamentos, vez que com a crise (admitimos com atraso, só após o Carnaval), o nosso instinto de segurança é aguçado e criativamente implementado. Alguns reagem como os animais quando acuados e poucos são previdentes, como Prometeu, e iniciaram a conversão planejada.
Com efeito, por exemplo, o acelerado enxugamento nas empresas, iniciado com os processos de redimensionamento de atividades, a automação, as fusões, as incorporações..., e, a partir de 2008, exacerbado pela crise internacional, empurrou executivos de larga experiência e capacidade para a transição voluntária de carreira e outros para o descarte. Estes se percebem perdidos sem o mapa do mundo corporativo. Na metamorfose, por não mais pertencerem a esse mundo, acham-se marginalizados.
Argumentam eles de que adianta maturidade, habilidade e competência testada se o mercado não os recoloca nas corporações, nem os credencia de imediato para uma carreira solo. Quem os acolherá e irá usufruir de toda essa experiência que o mercado corporativo, muitas vezes, prefere desperdiçar.
Na Consultoria, seja vinculada à empresa ou como atividade autônoma, as oportunidades surgem, tradicionais e novos setores demandam serviços de consultoria e treinamento conduzido por pessoas experientes, com vivência e com a competência de só quem já passou por situações (erros e acertos gerenciais) saberia o momento de intervir, melhorando os processos, treinando pessoas, reconduzindo empresas aos “eixos”.
O que falta a eles? Autogestão, empreendedorismo, competência em Consultoria, reconhecimento do contratante, networking...
Mas antes é importante que decifrem o dilema: espalhar currículos, aguardar apático a recolocação ou se capacitar para trilhar o caminho da Consultoria, só ou associados.
Planejamento e Gestão da Consultoria podemos mostrar, mas Experiência e Competência profissional é com você!
Luiz Affonso Romano,CMC, Presidente do IBCO e professor dos Cursos de Capacitação para Consultores.
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27 maio 2009
Palpiteiro.
ASSIM É FÁCIL !
Qualquer "palpiteiro" - executivo de resultados- adentra uma empresa e, rapidamente, melhora o Cash-Flow.
É só sair por aí a degolar gente. Por exemplo, que tal resolver o déficit crônico do executivo, legislativo e judiciário, botando 50% do pessoal na rua?
Mais difícil -e para isso servem os Consultores - é otimizar os recursos humanos e materiais de uma organização, assessorando na coordenação e no gerenciamento efetivo das suas atividades.
O velho Taylor, por exemplo, afirmava -e provava - que os operários trabalhavam em média com uma produtividade 50% abaixo de suas reais potencialidades Ora, imaginem se ele, ao invés de organizar melhor o trabalho, tivesse, simplória e apressadamente, despedido esse "bando de preguiçosos"? A indústria norte-americana teria sobrevivido ?
Luiz Affonso Romano
Qualquer "palpiteiro" - executivo de resultados- adentra uma empresa e, rapidamente, melhora o Cash-Flow.
É só sair por aí a degolar gente. Por exemplo, que tal resolver o déficit crônico do executivo, legislativo e judiciário, botando 50% do pessoal na rua?
Mais difícil -e para isso servem os Consultores - é otimizar os recursos humanos e materiais de uma organização, assessorando na coordenação e no gerenciamento efetivo das suas atividades.
O velho Taylor, por exemplo, afirmava -e provava - que os operários trabalhavam em média com uma produtividade 50% abaixo de suas reais potencialidades Ora, imaginem se ele, ao invés de organizar melhor o trabalho, tivesse, simplória e apressadamente, despedido esse "bando de preguiçosos"? A indústria norte-americana teria sobrevivido ?
Luiz Affonso Romano
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14 maio 2009
Executivo capacitado em saber. Para que?

Hoje o mundo do executivo não é nada cômodo, a concorrência- externa e interna- não dá trégua, seu salário, benefícios e participação nos resultados atraem cada vez mais contingentes de executivos tão preparados quanto desejosos também dos benefícios do cargo e ansiosos pelo topo do organograma da empresa.
Não há mais como no passado uma legião de secretárias e assistentes, salários dos funcionários regidos por dissídios, culpar o CIP pelo mau desempenho e mercado “cartelizado oficialmente”.
Os executivos com longa e rica experiência nas corporações – de acertos e erros -, carregam uma bagagem de conhecimentos, teoria e prática, padrões e exceções gerenciais, idéias e projetos, que são opções a serem aplicadas no dia-a-dia e continuam a ser desperdiçados, por conta de um padrão (e porque não dizer, ignorância) do passado: a idade, cada dia mais cedo, na jovialidade dos seus quarenta / cinqüenta anos, maduros, experientes e capacitados em saber ainda mais.
Muitos deles migram para a consultoria - atividade essa que se expande com a demanda constante de novos setores -, assim investindo com antecedência, na conversão planejada, do mundo corporativo, do emprego e da carteira assinada, para o aconselhamento e consultoria que o aceitará pelos seus conhecimentos e experiência e não olhará com preconceito para sua idade.
Deste modo, começam a planejar a conversão, acreditam e iniciam o convencimento da família de que não haverá mais salário fixo, nem tudo será na mesma sequência, não colocam a culpa no mercado, pois sabem que agora as mudanças serão sempre bruscas, constantes e implacáveis com os que não têm as rédeas da carreira nas próprias mãos e que viverão além dos 80 anos.
O mercado de consultoria está de olho nesses profissionais, mas será que basta a experiência? Ou a preparação, dada por quem está há muito tempo na Consultoria, abriria oportunidades para esses executivos (desligados ou prestes a ser), mostrando o mercado, quem são os clientes tradicionais e os novos, as formas de atuação dos consultores, o marketing, a venda de serviços, o planejamento e a gestão da Consultoria.
Sem dúvida toda sua experiência e competência é o mais importante, mas também se faz necessário conhecer os caminhos a trilhar para adentrar no mercado.
Desperte o espírito empreendedor que há em você, liberte-se do comodismo, abra os olhos para consultoria, mercado promissor que o acolherá de braços abertos e saberá valorizar a experiência e conhecimento, adquiridos em tantos anos de estudo e trabalho.
Luiz Affonso Romano, presidente do IBCO e coordenador do Curso Capacitação em Consultoria.
O IBCO Instituto Brasileiro dos Consultores de Organização programou turmas do curso Capacitação em Consultoria para os que estão à procura de redirecionamento de vida e carreira / trabalho e reciclagem em Consultoria, em Porto Alegre, Salvador, Rio e São Paulo. Veja em www.ibco.org.br
Não há mais como no passado uma legião de secretárias e assistentes, salários dos funcionários regidos por dissídios, culpar o CIP pelo mau desempenho e mercado “cartelizado oficialmente”.
Os executivos com longa e rica experiência nas corporações – de acertos e erros -, carregam uma bagagem de conhecimentos, teoria e prática, padrões e exceções gerenciais, idéias e projetos, que são opções a serem aplicadas no dia-a-dia e continuam a ser desperdiçados, por conta de um padrão (e porque não dizer, ignorância) do passado: a idade, cada dia mais cedo, na jovialidade dos seus quarenta / cinqüenta anos, maduros, experientes e capacitados em saber ainda mais.
Muitos deles migram para a consultoria - atividade essa que se expande com a demanda constante de novos setores -, assim investindo com antecedência, na conversão planejada, do mundo corporativo, do emprego e da carteira assinada, para o aconselhamento e consultoria que o aceitará pelos seus conhecimentos e experiência e não olhará com preconceito para sua idade.
Deste modo, começam a planejar a conversão, acreditam e iniciam o convencimento da família de que não haverá mais salário fixo, nem tudo será na mesma sequência, não colocam a culpa no mercado, pois sabem que agora as mudanças serão sempre bruscas, constantes e implacáveis com os que não têm as rédeas da carreira nas próprias mãos e que viverão além dos 80 anos.
O mercado de consultoria está de olho nesses profissionais, mas será que basta a experiência? Ou a preparação, dada por quem está há muito tempo na Consultoria, abriria oportunidades para esses executivos (desligados ou prestes a ser), mostrando o mercado, quem são os clientes tradicionais e os novos, as formas de atuação dos consultores, o marketing, a venda de serviços, o planejamento e a gestão da Consultoria.
Sem dúvida toda sua experiência e competência é o mais importante, mas também se faz necessário conhecer os caminhos a trilhar para adentrar no mercado.
Desperte o espírito empreendedor que há em você, liberte-se do comodismo, abra os olhos para consultoria, mercado promissor que o acolherá de braços abertos e saberá valorizar a experiência e conhecimento, adquiridos em tantos anos de estudo e trabalho.
Luiz Affonso Romano, presidente do IBCO e coordenador do Curso Capacitação em Consultoria.
O IBCO Instituto Brasileiro dos Consultores de Organização programou turmas do curso Capacitação em Consultoria para os que estão à procura de redirecionamento de vida e carreira / trabalho e reciclagem em Consultoria, em Porto Alegre, Salvador, Rio e São Paulo. Veja em www.ibco.org.br
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06 maio 2009
Crise e estresse

A crise está aí, há já algum tempo, só que agora, ainda tem a tal da gripe suína – quem pode ! Com isso e mais a redução do nível de negócios, enquanto aumentam – e não proporcionalmente -,os compromissos a saldar, os problemas crescem e se acumulam, e o Consultor ainda tem que dar “um jeito” na problemática do cliente.
Uma das conseqüências desse cenário – uma das piores -, é o estresse... Que se desenvolve sorrateiramente, de mansinho, provocando estragos só observados após já se ter instalado. E um dos resultados possíveis– desculpem-me o alarmismo e franqueza –, pode ser, como afirmam alguns epidemiologistas, além das úlceras, uma gravíssima cardiopatia.
Que fazer? Ora, pois se não podemos mudar totalmente nossa realidade externa, nosso cenário, talvez se possa, isso sim, comandar nossas respostas “internas” , administrar os seus resultados negativos, tanto mentais e emocionais quanto somáticos, controlando, dentro do possível , o natural e previsível estresse , com diminuição e até supressão dos efeitos.
Para isso, temos duas palavras mágicas – relaxamento e meditação- e não estamos falando de religião nem de auto-ajuda, mas sim da utilização de técnicas , até bem conhecidas e testadas.
Que vêm se demonstrando, aliás, excelente alternativa, ao alcance dos executivos e empresários em geral, para se conviver com as crises que, por paradoxal que pareça, podem também resultar em comportamentos e atitudes mais saudáveis que os atualmente praticados.
Quer saber mais? Comente e sugira.
Paulo Jacobsen
Uma das conseqüências desse cenário – uma das piores -, é o estresse... Que se desenvolve sorrateiramente, de mansinho, provocando estragos só observados após já se ter instalado. E um dos resultados possíveis– desculpem-me o alarmismo e franqueza –, pode ser, como afirmam alguns epidemiologistas, além das úlceras, uma gravíssima cardiopatia.
Que fazer? Ora, pois se não podemos mudar totalmente nossa realidade externa, nosso cenário, talvez se possa, isso sim, comandar nossas respostas “internas” , administrar os seus resultados negativos, tanto mentais e emocionais quanto somáticos, controlando, dentro do possível , o natural e previsível estresse , com diminuição e até supressão dos efeitos.
Para isso, temos duas palavras mágicas – relaxamento e meditação- e não estamos falando de religião nem de auto-ajuda, mas sim da utilização de técnicas , até bem conhecidas e testadas.
Que vêm se demonstrando, aliás, excelente alternativa, ao alcance dos executivos e empresários em geral, para se conviver com as crises que, por paradoxal que pareça, podem também resultar em comportamentos e atitudes mais saudáveis que os atualmente praticados.
Quer saber mais? Comente e sugira.
Paulo Jacobsen
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27 abril 2009
O Conselheiro

Conselheiro? Fiquei pensando que tipo de Conselheiro gostaria eu de ser para os que agora se iniciam profissionalmente, num ambiente de emprego escasso, de laços frouxos de pertencimento, fios frágeis para conter solidariedade humana e profissional, enfim,da perda da confiança nas organizações.
Assim, lembrei-me do Conselho dos Dez, que ocultos, embuçados e em reuniões misteriosas e secretas decidiam os destinos da aristocrática Veneza do Renascimento... Ora, esse Conselheiro nada a ver comigo!
E o Conselho dos 500, que teoricamente "mandava e desmandava", mas, até pelo número e ausência total de autêntica representatividade, simplesmente desapareceu no turbilhão da Revolução Francesa? Também não gostaria de fazer parte disso...
Então, quem sabe membro de um Conselho de Guerra? Ou do Conselho de 1919 para acabar com todas as guerras. Enfim, os que não souberam identificar os problemas reais, os que nada tinham para ou poder dizer.
Foi aí que, procurando uma postura mais útil e até mais justificável, lembrando-me desses meus 30 anos exercendo ininterruptamente a Consultoria, envolvido com a gestão de Empresas e com os mais diversos estilos e responsabilidade do Consultor, acabei por escolher a postura mais discreta e mais pertinente, a de, simplesmente, oferecer alguns conselhos para os graduandos, que optam pela Consultoria como contraponto ao enxugamento do emprego formal, às vezes rotineiro e mecânico.
O primeiro, para os futuros Consultores, é que bem mais importante que resolver problemas dos clientes-empresas é ajudá-los a definir qual o real problema; dessa definição correta depende, pelo menos, uns 80 % ou mais de uma solução efetiva do problema. Aprenda a fazer perguntas e só depois apresente suas respostas.
E aí já vem um segundo conselho: se você seguir a sugestão anterior, irá cedo descobrir, as mais das vezes, que o principal problema da empresa é alcançar seus objetivos, mas que, feita uma pesquisa meticulosa e consistente, você acaba por descobrir que o pessoal não sabe bem quais seus objetivos prioritários ou, ainda pior, as opiniões divergem segundo a pessoa consultada. É que a maioria não conhece os objetivos da empresa. Como não sabe onde guardam o código de Ética e por quanto tempo permanecerá na empresa. Vivem às apalpadelas. Os que sabem, viciados na rotina, não percebem os ajustes necessários para mudar a rota, desviando-a da onda mais alta da crise. É que, tal qual o peixe, não conhecem o mar. Vivem nos seus mares.
Agora, nosso terceiro conselho, para os consultores, já que, disse alguém bem sábio "Onde estiver o vosso tesouro, aí está vosso coração".
Oxalá tenham sucesso!
Luiz Affonso Romano Presidente do IBCO e membro do Conselho Consultivo da FGV Jr
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