Nosso curso de Consultoria, voltado para um público jovem de treinandos - todos na faixa dos seus vinte anos -, sofreu dura crítica, chegando três alunos até a desistirem no meio do programa. Curiosamente isso nos orgulhou tanto que até estamos aqui, divulgando esse nosso ”fracasso“.
Com efeito, a alegação crítica - até veemente - foi de que o Curso “era demasiadamente prático”, tornando difícil a “anotação dos conceitos” e sua “memorização, leitura e compreensão ulterior” (sic, sic, sic).
Ora, de fato, nossa opção pedagógica vem sendo (v. Paulo Freire) a de que o professor não ensina, até ao contrario, o aluno é que aprende (ou não!)... Coerentemente, nosso viés didático - aplicado no Curso -, vem sendo o de se criar, durante as aulas, um clima participativo, de livre discussão, de enriquecedoras interpretações e idéias divergentes, procurando-se até fugir da unanimidade – sempre “burra” como repetia mestre Nelson Rodrigues -, procurando-se ir da diversidade criativa para um acordo consensual, prático, inteligente e, principalmente, aplicável no dia a dia das empresas, com ajuda do Consultor.
Convém lembrar, aliás, que essa análise diversificada e situacional das empresas- recomendada pelo Curso, aos Consultores -, lembra bem “que não existem doenças, mas sim, doentes!” – como não existem diagnóstico padrão nem mudança aconselhável a toda e qualquer empresa, como prescreve, eventualmente, a vasta e recente literatura da área administrativa e organizacional, com seus “Best-sellers” - que se vendem até com muito sucesso -, recomendando ali seus” Os dez mandamentos do administrador eficiente” ou” O que deve fazer o gerente exitoso”, tudo isso vazado, sempre que possível, em textos de aprazível leitura que nunca devem levar mais de 30 minutos para serem lidos (afinal, “Time is Money “”, não é mesmo?).
Já nossa “Capacitação “percorre caminho oposto. O Curso é apresentado em original sistema didático a que chamamos “técnica do jogral“ onde dois professores-consultores, em conjunto e simultaneamente, debatem com os alunos os conceitos estudados, podendo eles até divergir entre si, estimulando, assim a análise criativa e imaginosa dos temas propostos.
Com isso, com essa abordagem diversificada, temos observado, nos últimos dez cursos já apresentados, que os alunos têm aprendido muito mais... E os professores também!
Paulo Jacobsen, membro honorário do IBCO, Professor e Consultor
12 dezembro 2009
Nós ensinamos?
Marcadores:
ensinamos,
Nelson Rodrigues,
opção pedagógica,
Paulo Freire
02 outubro 2009
Mercado de trabalho para os acima de 60 anos
É fato que a média de idade do brasileiro aumentou. As estatísticas comprovam. Mas a pergunta que não quer calar é outra: Será que as pessoas acima de 60 anos são reconhecidas na sociedade brasileira como fundamentais, devido a sua experiência? Esse e outros questionamentos são esclarecidos por Luiz Affonso Romano (foto), na Entrevista Vip dessa semana. Consultor Organizacional e de Pessoas há 39 anos, Professor do Curso Capacitação em Consultoria e Presidente do IBCO (Instituto Brasileiro dos Consultores de Organização), gestão 2006/2010, Luiz Affonso fala no bate-papo sobre as tendências do mercado para os profissionais acima de 60 anos e dá dicas de como se manter ativo nessa fase da vida onde se abrem e fecham novas portas.
Mais Bahia – Muito se fala que a expectativa de vida do brasileiro está aumentando, o que é muito bom. Mas de fato, a sociedade reconhece a importância de uma pessoa com mais idade interagindo com a sociedade, em plena atividade?
Luiz Affonso Romano – Não. Parentes, familiares, vizinhos permaneciam empregados por 30/35 anos, e depois se aposentavam e iam “gozar” a vida com os netos ou em excursões, viagens, por mais alguns breves anos de sobrevida. Hoje, é só olhar ao redor os experientes e capacitados retomando seus lugares. As fotos na mídia mostram que, principalmente, no pós crise aparecem mais e predominam em determinadas profissões. Não se dispensa impunemente a experiência. Não se olha com preconceito para a idade, ao contrário, a auto-realização no trabalho, a permanência, é marca de competência e vigor.
MB - Qual o percentual de brasileiros que mantêm sua vida profissional após os 60 anos?
LR - Os na jovialidade dos 60 anos e os que passaram estão próximos aos 20 milhões. Nos EUA, dos dois milhões que ingressam por ano na faixa dos 60, 50% continuam ativos, úteis e com renda.
MB - E a vida profissional dessas pessoas, como fica?
LR - No passado, poucos continuavam ativos; o desgaste de anos de repetitivas e monótonas atribuições incapacitava-os e reservava poucos anos de sobrevida. Mas, hoje, não há mais promessa de emprego tranquilo, de 25, 30 anos, seguido de boa aposentadoria para o resto de seus dias, que eram breves. A maioria não comemora 5 anos empregado, da carteira assinada, numa só empresa e, se previdente, investe constantemente na carreira, tal qual fazem nos bens materiais (carros, eletrodomésticos...).
MB - Você sabe de casos de profissionais que são demitidos com a alegação de já possuírem uma idade mais avançada?
LR - Sim, há ainda em inúmeras empresas o descarte por idade “avançada”. É um desperdício. E por isso, algumas empresas também têm morte prematura. Não cuidam do seu ativo, o capital intelectual, e nem do clima organizacional.
MB - Quando chega a aposentadoria, na maioria dos casos que você tem conhecimento, o profissional tenta permanecer na empresa onde trabalha ou sai em busca de um novo ramo profissional?
LR - Por acomodação, por imprevidência, muitos no passado, com o desligamento, percebiam-se perdidos, sem rumo, achavam-se marginalizados, nem sobrenome tinham, adotavam o da empresa. Não se preparavam para uma segunda carreira, para a conversão planejada de uma vida profissional, na maioria das vezes, monótona para outra que permitiria ter as rédeas da carreira nas mãos. Hoje, preparam-se para viver mais 20 anos de vida e trabalho prazerosos, úteis e gratificantes.
MB - Há alguma tendência desse público que vai em busca do novo em focar em alguma carreira específica?
LR - Uns procuram a franquia, outros o comércio, o turismo, alguns o agronegócio, outros tantos a consultoria, mas todos passam por um processo de aprendizado. Os que elegem a Consultoria procuram-nos para aprender a fundamentar, a compreender os tipos de intervenção, o marketing da consultoria e a vender experiência, conhecimentos e a competência já testada.
MB - E os que permanecem na empresa, continuam geralmente com a mesma função, ou há casos de serem sublocados?
LR - A tendência mundial não é mais o descarte, a demissão, por idade. Podem continuar, galgar uma outra função, integrar o conselho. Mas, não devemos levar a sério a designação de “consultores externos de uma só empresa”. A profissão é de aconselhamento e não de execução e requer independência, competência
MB - A gente sabe que inevitavelmente o corpo não responde mais a nossa vontade após uma certa idade. Como se deve driblar esses contratempos para continuar se mantendo ativo profissionalmente?
LR - Devemos derrubar alguns mitos, lembrando que a balzaquiana, ontem de 30, hoje tem mais de 50 anos. Assim, adotando uma dieta saudável, exercícios físicos, entretenimento, leitura, reflexão, boa gestão do tempo, fazer o que gosta, com quem gosta e, se possível, onde gosta. Estar em dia com a vida estende muito a qualidade. Convivo com consultores com 80 anos, antigos mestres, experientes, capacitados em saber, em plena atividade, sem falhas de memória e muito criativos. Eles sabem que a ociosidade é um risco.
MB - Se a escolha for trabalhar em casa, quais os cuidados que se deve tomar para tornar o ambiente o mais profissional possível?
LR - Escolher um horário para se dedicar ao trabalho e cumpri-lo com rigor, não permitindo que a rotina da casa invada o ambiente laboral e que ruídos caseiros, como choros, risos, animais e TVs, penetrem no seu escritório e nem sejam ouvidos pelo seu cliente. Você tem que estar mental e fisicamente no escritório.
MB - Há alguma contra-indicação para a execução do trabalho em casa?
LR - Nenhuma se for um profissional liberal equipado com computador, celular, acesso à internet. Eu recomendo que se faça as reuniões em local apropriado, fora do escritório. Mas é importante que quando chegar casa (sempre mais rápido que no passado, quando levava de 40 minutos a 2 horas no deslocamento), não volte a ele, escritório. O tempo, ganho e o pós- trabalho, é seu e da sua família.
MB - Quais conselhos você dá para quem já tem mais de 60 e ainda tem vontade de continuar trabalhando e vê a idade como uma experiência extra na função que exerce?
LR - Identifique as necessidades das organizações, estruture o que tem a oferecer, capacite-se a fazê-lo. Pergunte-se quem o conhece e como fazer para se tornar conhecido e procure um conselheiro, um consultor com senioridade. Sucesso ao reiniciar sua carreira numa atividade profícua e compensadora, tanto do ponto de vista material quanto, mais importante ainda, a sua realização pessoal e a qualidade de vida.
MB – Quais seus planos pessoais para a “maior idade”?
LR - Aperfeiçoar o aconselhamento profissional, aumentar a carga dos exercícios, claro que orientado por check-up anuais, escrever, estudar mais, aprender com as perguntas inteligentes dos alunos, ler, conhecer mais o meu país, conversar com os meus e amigos e divertir-me a valer. Enfim, manter-me ativo.
Mais Bahia – Muito se fala que a expectativa de vida do brasileiro está aumentando, o que é muito bom. Mas de fato, a sociedade reconhece a importância de uma pessoa com mais idade interagindo com a sociedade, em plena atividade?
Luiz Affonso Romano – Não. Parentes, familiares, vizinhos permaneciam empregados por 30/35 anos, e depois se aposentavam e iam “gozar” a vida com os netos ou em excursões, viagens, por mais alguns breves anos de sobrevida. Hoje, é só olhar ao redor os experientes e capacitados retomando seus lugares. As fotos na mídia mostram que, principalmente, no pós crise aparecem mais e predominam em determinadas profissões. Não se dispensa impunemente a experiência. Não se olha com preconceito para a idade, ao contrário, a auto-realização no trabalho, a permanência, é marca de competência e vigor.
MB - Qual o percentual de brasileiros que mantêm sua vida profissional após os 60 anos?
LR - Os na jovialidade dos 60 anos e os que passaram estão próximos aos 20 milhões. Nos EUA, dos dois milhões que ingressam por ano na faixa dos 60, 50% continuam ativos, úteis e com renda.
MB - E a vida profissional dessas pessoas, como fica?
LR - No passado, poucos continuavam ativos; o desgaste de anos de repetitivas e monótonas atribuições incapacitava-os e reservava poucos anos de sobrevida. Mas, hoje, não há mais promessa de emprego tranquilo, de 25, 30 anos, seguido de boa aposentadoria para o resto de seus dias, que eram breves. A maioria não comemora 5 anos empregado, da carteira assinada, numa só empresa e, se previdente, investe constantemente na carreira, tal qual fazem nos bens materiais (carros, eletrodomésticos...).
MB - Você sabe de casos de profissionais que são demitidos com a alegação de já possuírem uma idade mais avançada?
LR - Sim, há ainda em inúmeras empresas o descarte por idade “avançada”. É um desperdício. E por isso, algumas empresas também têm morte prematura. Não cuidam do seu ativo, o capital intelectual, e nem do clima organizacional.
MB - Quando chega a aposentadoria, na maioria dos casos que você tem conhecimento, o profissional tenta permanecer na empresa onde trabalha ou sai em busca de um novo ramo profissional?
LR - Por acomodação, por imprevidência, muitos no passado, com o desligamento, percebiam-se perdidos, sem rumo, achavam-se marginalizados, nem sobrenome tinham, adotavam o da empresa. Não se preparavam para uma segunda carreira, para a conversão planejada de uma vida profissional, na maioria das vezes, monótona para outra que permitiria ter as rédeas da carreira nas mãos. Hoje, preparam-se para viver mais 20 anos de vida e trabalho prazerosos, úteis e gratificantes.
MB - Há alguma tendência desse público que vai em busca do novo em focar em alguma carreira específica?
LR - Uns procuram a franquia, outros o comércio, o turismo, alguns o agronegócio, outros tantos a consultoria, mas todos passam por um processo de aprendizado. Os que elegem a Consultoria procuram-nos para aprender a fundamentar, a compreender os tipos de intervenção, o marketing da consultoria e a vender experiência, conhecimentos e a competência já testada.
MB - E os que permanecem na empresa, continuam geralmente com a mesma função, ou há casos de serem sublocados?
LR - A tendência mundial não é mais o descarte, a demissão, por idade. Podem continuar, galgar uma outra função, integrar o conselho. Mas, não devemos levar a sério a designação de “consultores externos de uma só empresa”. A profissão é de aconselhamento e não de execução e requer independência, competência
MB - A gente sabe que inevitavelmente o corpo não responde mais a nossa vontade após uma certa idade. Como se deve driblar esses contratempos para continuar se mantendo ativo profissionalmente?
LR - Devemos derrubar alguns mitos, lembrando que a balzaquiana, ontem de 30, hoje tem mais de 50 anos. Assim, adotando uma dieta saudável, exercícios físicos, entretenimento, leitura, reflexão, boa gestão do tempo, fazer o que gosta, com quem gosta e, se possível, onde gosta. Estar em dia com a vida estende muito a qualidade. Convivo com consultores com 80 anos, antigos mestres, experientes, capacitados em saber, em plena atividade, sem falhas de memória e muito criativos. Eles sabem que a ociosidade é um risco.
MB - Se a escolha for trabalhar em casa, quais os cuidados que se deve tomar para tornar o ambiente o mais profissional possível?
LR - Escolher um horário para se dedicar ao trabalho e cumpri-lo com rigor, não permitindo que a rotina da casa invada o ambiente laboral e que ruídos caseiros, como choros, risos, animais e TVs, penetrem no seu escritório e nem sejam ouvidos pelo seu cliente. Você tem que estar mental e fisicamente no escritório.
MB - Há alguma contra-indicação para a execução do trabalho em casa?
LR - Nenhuma se for um profissional liberal equipado com computador, celular, acesso à internet. Eu recomendo que se faça as reuniões em local apropriado, fora do escritório. Mas é importante que quando chegar casa (sempre mais rápido que no passado, quando levava de 40 minutos a 2 horas no deslocamento), não volte a ele, escritório. O tempo, ganho e o pós- trabalho, é seu e da sua família.
MB - Quais conselhos você dá para quem já tem mais de 60 e ainda tem vontade de continuar trabalhando e vê a idade como uma experiência extra na função que exerce?
LR - Identifique as necessidades das organizações, estruture o que tem a oferecer, capacite-se a fazê-lo. Pergunte-se quem o conhece e como fazer para se tornar conhecido e procure um conselheiro, um consultor com senioridade. Sucesso ao reiniciar sua carreira numa atividade profícua e compensadora, tanto do ponto de vista material quanto, mais importante ainda, a sua realização pessoal e a qualidade de vida.
MB – Quais seus planos pessoais para a “maior idade”?
LR - Aperfeiçoar o aconselhamento profissional, aumentar a carga dos exercícios, claro que orientado por check-up anuais, escrever, estudar mais, aprender com as perguntas inteligentes dos alunos, ler, conhecer mais o meu país, conversar com os meus e amigos e divertir-me a valer. Enfim, manter-me ativo.
Marcadores:
mitos,
risco ociosidade,
trabalho em casa
28 setembro 2009
Aguardar um líder ou construir o nosso destino?
Quem conduz? Procuro os líderes da vez e suas facetas? Atenho-me aos programas de desenvolvimento? Arrisco-me aos livros encimados pelo tema? Recorro aos filósofos de passado remoto e recente? Examino os líderes das religiões, das guerras, os governantes e seus milagrosos planos econômicos, desde Hamurabi, Diocleciano, e os nossos que estupraram a confiança nos governantes, levando-os da aclamação à vaia homérica e pior ao desinteresse pela carreira política, ao exercício sadio da liderança, que já vinha dilacerado por dois regimes ditatoriais, com intervalo de 20 anos?
Quantos exemplos não afloraram? Pesquiso os biografados, de momentos históricos tão díspares, de países, sistemas de governo e organização econômica distintos? Percorro os personagens dos clássicos? Analiso os recentes dos esportes? Ou ao contrário busco vir à memória idéias e ilusões?
Liderança de sintonizar com os grupos, em determinadas situações, a fim de atingir, num esforço coletivo, metas e objetivos comuns.
Pressupõe líder e liderados alinhados? Que compreendem realmente o seu papel?
Entusiasmam-se pelo que fazem? Ou vão passando...
Ontem e hoje, que história de sucesso de líderes resiste vinte anos à frente e será capa outra vez de prestigiosa revista de negócios?
Que modelo / estilo pode ser importado e aplicado diretamente nas veias das organizações assemelhadas nos países centrais ou pior nas de países periféricos?
E que substitutos similares ou genéricos dispensam bons diagnósticos que os adaptem à organização receptora, enquanto não desenvolvemos modelos que correspondam a nossa miscigenação pessoal e organizacional, sem desafinar?
Há pouco, insistiu um aluno que queria porque queria um modelo de Liderança para as organizações. Tentei em vão explicar que o modelo, a forma, a maneira, vem após o diagnóstico, pois não há um só modelo que atenda a todas as organizações e a todas as situações. Os momentos, as estruturas, as missões, são dessemelhantes. Acho que ficou frustrado, pelo semblante enfezado. Que desfaçatez! Paguei para não obter de uma vez por todas a solução para todas as organizações. Queria a verdade absoluta por uma inscrição no Curso! Mas o mau começo nos estudos pasteurizados por professores preguiçosos, agravado na infância pela exposição excessiva a programas de TV e da internet, sem diálogo com os pais, espalha a obediência cega a manuais e despreza de vez o provocar, educar a enxergar, filtrar os problemas e a destrinchá-los. Não pensam, copiam.
Assim, no século XXI, de vidas não bem vividas, lancetadas ao frescor da entrada nos enta , os pais não se constituem mais referência - sair a alguém da família- para os jovens.
Aquela medalha de 25 anos de trabalho ininterrupto, sem faltas, numa só empresa, virou peça de leilão para ser arrebatada como raríssima antiguidade.
No ambiente organizacional, com a agitação quotidiana sem rumo, ausência de qualquer identificação com os bens e serviços, tão diferente dos artesãos, e de quando a mão de obra incidia com mais peso no preço final, com a imagem e o logomarca transitórios, somos colegas ou competidores?
Empresas, academia e consultores, responsáveis pela implantação de programas de enxugamento da mão de obra, por que agora não apresentam, antes que seja tarde demais, programas que, com início no ensino médio, ou antes, desenvolvam interesse na autorealização no trabalho e não no emprego? A expectativa de vida aumentou e hoje ultrapassa os 80. O que iremos fazer nos anos que restam? Aguardar um líder ou construir o nosso destino?
Luiz Affonso Romano, CMC, presidente do IBCO, professor dos cursos de Caacitação/ Formação em Consultoria
Quantos exemplos não afloraram? Pesquiso os biografados, de momentos históricos tão díspares, de países, sistemas de governo e organização econômica distintos? Percorro os personagens dos clássicos? Analiso os recentes dos esportes? Ou ao contrário busco vir à memória idéias e ilusões?
Liderança de sintonizar com os grupos, em determinadas situações, a fim de atingir, num esforço coletivo, metas e objetivos comuns.
Pressupõe líder e liderados alinhados? Que compreendem realmente o seu papel?
Entusiasmam-se pelo que fazem? Ou vão passando...
Ontem e hoje, que história de sucesso de líderes resiste vinte anos à frente e será capa outra vez de prestigiosa revista de negócios?
Que modelo / estilo pode ser importado e aplicado diretamente nas veias das organizações assemelhadas nos países centrais ou pior nas de países periféricos?
E que substitutos similares ou genéricos dispensam bons diagnósticos que os adaptem à organização receptora, enquanto não desenvolvemos modelos que correspondam a nossa miscigenação pessoal e organizacional, sem desafinar?
Há pouco, insistiu um aluno que queria porque queria um modelo de Liderança para as organizações. Tentei em vão explicar que o modelo, a forma, a maneira, vem após o diagnóstico, pois não há um só modelo que atenda a todas as organizações e a todas as situações. Os momentos, as estruturas, as missões, são dessemelhantes. Acho que ficou frustrado, pelo semblante enfezado. Que desfaçatez! Paguei para não obter de uma vez por todas a solução para todas as organizações. Queria a verdade absoluta por uma inscrição no Curso! Mas o mau começo nos estudos pasteurizados por professores preguiçosos, agravado na infância pela exposição excessiva a programas de TV e da internet, sem diálogo com os pais, espalha a obediência cega a manuais e despreza de vez o provocar, educar a enxergar, filtrar os problemas e a destrinchá-los. Não pensam, copiam.
Assim, no século XXI, de vidas não bem vividas, lancetadas ao frescor da entrada nos enta , os pais não se constituem mais referência - sair a alguém da família- para os jovens.
Aquela medalha de 25 anos de trabalho ininterrupto, sem faltas, numa só empresa, virou peça de leilão para ser arrebatada como raríssima antiguidade.
No ambiente organizacional, com a agitação quotidiana sem rumo, ausência de qualquer identificação com os bens e serviços, tão diferente dos artesãos, e de quando a mão de obra incidia com mais peso no preço final, com a imagem e o logomarca transitórios, somos colegas ou competidores?
Empresas, academia e consultores, responsáveis pela implantação de programas de enxugamento da mão de obra, por que agora não apresentam, antes que seja tarde demais, programas que, com início no ensino médio, ou antes, desenvolvam interesse na autorealização no trabalho e não no emprego? A expectativa de vida aumentou e hoje ultrapassa os 80. O que iremos fazer nos anos que restam? Aguardar um líder ou construir o nosso destino?
Luiz Affonso Romano, CMC, presidente do IBCO, professor dos cursos de Caacitação/ Formação em Consultoria
Marcadores:
artesãos,
consultoria,
enxugamento,
mão de obra
21 setembro 2009
Como aproveitar a maturidade no trabalho
Quando chega a aposentadoria, será que é hora de parar de trabalhar? Para muitos brasileiros a resposta tem sido não. É cada vez maior o número de profissionais que continuam em plena atividade após os 60 anos. Nos Estados Unidos, esse número já ultrapassa dois milhões de pessoas.
A maturidade pode ser uma nova forma de se encarar o trabalho, defende o consultor Luiz Affonso Romano, presidente do Instituto Brasileiro de Consultores de Organização. Nessa etapa da vida, quando o profissional já construiu uma carreira bem sucedida, o trabalho pode deixar de ser um fardo para se tornar um prazer.
- É a oportunidade para realizar alguma coisa que não fizemos, algo que nos dê satisfação - diz o consultor.
Os médicos advertem sobre a importância de se manter ativo, não apenas o físico, mas também o mental. Aproveitar os conhecimentos adquiridos ao longo da vida e compartilhar essa experiência pode ser um caminho para continuar em atividade. Por isso, muitos profissionais nessa idade se tornam consultores.
Romano ministra palestras e dá aconselhamento a muitos profissionais que buscam o que fazer quando chega a aposentadoria. O desafio é mostrar que é possível continuar trabalhando, mesmo sem sair de casa.
- Hoje em dia, com um laptop e um celular, você já tem um escritório. O importante é ter uma certa disciplina e criar um novo hábito. Um dos meus clientes, quando começou a trabalhar de casa, colocava terno e gravata para se sentir trabalhando - conta Romano.
Para quem quer experimentar é importante tomar alguns cuidados:
- Procurar um local na casa onde você possa ficar isolado, sem que ninguém o incomode;
- Ao falar no telefone, evitar que os clientes ouçam ruídos como crianças, cachorro e outros barulhos típicos da vida doméstica;
- Procurar respeitar uma rotina de horários;
- Criar metas buscando sempre a automotivação.
LINK DA NOTÍCIA http://www.sidneyrezende.com/noticia/56220
A maturidade pode ser uma nova forma de se encarar o trabalho, defende o consultor Luiz Affonso Romano, presidente do Instituto Brasileiro de Consultores de Organização. Nessa etapa da vida, quando o profissional já construiu uma carreira bem sucedida, o trabalho pode deixar de ser um fardo para se tornar um prazer.
- É a oportunidade para realizar alguma coisa que não fizemos, algo que nos dê satisfação - diz o consultor.
Os médicos advertem sobre a importância de se manter ativo, não apenas o físico, mas também o mental. Aproveitar os conhecimentos adquiridos ao longo da vida e compartilhar essa experiência pode ser um caminho para continuar em atividade. Por isso, muitos profissionais nessa idade se tornam consultores.
Romano ministra palestras e dá aconselhamento a muitos profissionais que buscam o que fazer quando chega a aposentadoria. O desafio é mostrar que é possível continuar trabalhando, mesmo sem sair de casa.
- Hoje em dia, com um laptop e um celular, você já tem um escritório. O importante é ter uma certa disciplina e criar um novo hábito. Um dos meus clientes, quando começou a trabalhar de casa, colocava terno e gravata para se sentir trabalhando - conta Romano.
Para quem quer experimentar é importante tomar alguns cuidados:
- Procurar um local na casa onde você possa ficar isolado, sem que ninguém o incomode;
- Ao falar no telefone, evitar que os clientes ouçam ruídos como crianças, cachorro e outros barulhos típicos da vida doméstica;
- Procurar respeitar uma rotina de horários;
- Criar metas buscando sempre a automotivação.
LINK DA NOTÍCIA http://www.sidneyrezende.com/noticia/56220
Marcadores:
aposentadoria
11 setembro 2009
Curso Capacitação em Consultoria- 4ª turma
Concluiu-se no dia 18 de agosto mais uma turma, a 4ª, do Curso Capacitação em Consultoria, no Rio de Janeiro, contando com os professores- consultores Luiz Affonso Romano, Luiz Augusto Costa Leite, Marcos Rabstein e Paulo Jacobsen que, em estilo didático de "jogral" - quando dois ou mais professores, ao mesmo tempo, "dialogam" com os participantes -,vem comprovando, pela participação e motivação dos alunos e as avaliações diárias, que o mestre Paulo Freire tinha toda razão, ao afirmar: "... o professor não ensina, o aluno é que aprende..."
O encerramento contou com a presença de uma das mais notáveis psicanalistas brasileiras- Dra. Marialzira Perestrello, com mais um livro pronto, neste seu nonagésimo terceiro ano de vida prazerosa e ativa -, que abordou o tema " Criatividade nas Organizações ". e a contribuição que os Consultores podem trazer para esse recurso especialmente crítico.
O encerramento contou com a presença de uma das mais notáveis psicanalistas brasileiras- Dra. Marialzira Perestrello, com mais um livro pronto, neste seu nonagésimo terceiro ano de vida prazerosa e ativa -, que abordou o tema " Criatividade nas Organizações ". e a contribuição que os Consultores podem trazer para esse recurso especialmente crítico.
Marcadores:
criatividade,
dialogam,
jogral
25 agosto 2009
Preparando Futuros Consultores

A FGV Jr. - Empresa Júnior da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro -organizou a 1ª turma do Curso Introdução à Consultoria, voltado para os alunos da graduação da FGV em Administração, Economia, Direito e Ciências Sociais, concluída na quinta- feira, dia 30 de julho.
Assim, torna-se a FGV Jr. a 1ª Empresa Jr no país a preparar alunos para uma carreira que apresenta expressivo e qualificado aumento da demanda. O Curso teve o apoio institucional do Instituto Brasileiro dos Consultores de Organização(IBCO).
O curso foi ministrado pelos consultores Luiz Affonso Romano, CMC, e Paulo Jacobsen da Affonso Romano Consultores Associados e presidente e membro honorário do IBCO, respectivamente.
fonte: www.fgvjr.com.br
04 agosto 2009
Consultoria para os que ingressam
O final do século passado inaugurou uma nova fase na economia mundial: a globalização, acompanhada da divisão de países e criação de novos, fusões e aquisições de empresas e o sempre presente descarte de mão de obra. E neste século, em qualquer setor da economia, nos diferentes países, nos mais variados portes de empresas, todos se conscientizaram que fazem parte do ‘tabuleiro' de negócios da economia global.
As grandes empresas têm demonstrado que não há tamanho nem limites. As novas crises e gripes também.
Assim, ao adotar processos de enxugamento, as empresas liberaram também para o jogo um novo personagem, os ex-gestor, agora o autônomo, o independente, experiente e capacitado em saber, com bastante conteúdo, carente de reconhecimento do mercado, com deficiente rede de relacionamento, sem, ainda, competência individual testada e nenhuma autogestão no trabalho.
Hoje, há homens e mulheres, com menos ou mais de 40 anos, casados ou morando só, alcançáveis pelo e-mail ou celular, que não pretendem parar de trabalhar após os 55, e serão aguerridos no mercado. Muitos viverão até os 85 anos e voltam a se perguntar, agora aos 40, tal qual fizeram aos 20 anos, como se programar e se preparar diligentemente para 30 ou mais de vida profissional prazerosa, útil e gratificante.
Agora, nessa fase de transição, voluntária ou não, os que, de forma acomodada, deixaram que suas vidas fossem conduzidas, tem a magnífica oportunidade de retomar as rédeas da carreira.
Uma porta que se abre é a da Consultoria Técnica e/ou Organizacional, cada vez mais solicitada pelas organizações face às bruscas mudanças globalizadas e às novas formas de trabalho. Mas como ser reconhecido como Consultor, na multidão de novas caras, novas mensagens, que chegam diuturnamente e entopem as nossas caixas de mensagem , e despertar o interesse e aparecer mais para o público para o qual realmente interessa aparecer?
Aqui vão algumas sugestões:
• Aprender a identificar quem é e onde está o cliente;
• Estruturar o que sabe , aquilo em que se destacou e pode oferecer, mas indagar sempre se é o mesmo que o mercado deseja;
• Aceitar e se convencer que pode se lançar num vôo solo e/ou se associar em empresa ou por projeto;
• Tornar mais tangível possível o serviço ofertado;
• Perceber o peso da inseparabilidade do serviço- prestador;
• Optar se ofertará serviços de ganhos no volume e/ou valor.
Enfim, os consultores podem afirmar, com convicção, que qualquer Organização, como as pessoas, têm problemas nas áreas da Comunicação, Planejamento e MKT Estratégico. Aí estão algumas oportunidades!
Luiz Affonso Romano, CMC, Affonso Romano Consultores Associados
As grandes empresas têm demonstrado que não há tamanho nem limites. As novas crises e gripes também.
Assim, ao adotar processos de enxugamento, as empresas liberaram também para o jogo um novo personagem, os ex-gestor, agora o autônomo, o independente, experiente e capacitado em saber, com bastante conteúdo, carente de reconhecimento do mercado, com deficiente rede de relacionamento, sem, ainda, competência individual testada e nenhuma autogestão no trabalho.
Hoje, há homens e mulheres, com menos ou mais de 40 anos, casados ou morando só, alcançáveis pelo e-mail ou celular, que não pretendem parar de trabalhar após os 55, e serão aguerridos no mercado. Muitos viverão até os 85 anos e voltam a se perguntar, agora aos 40, tal qual fizeram aos 20 anos, como se programar e se preparar diligentemente para 30 ou mais de vida profissional prazerosa, útil e gratificante.
Agora, nessa fase de transição, voluntária ou não, os que, de forma acomodada, deixaram que suas vidas fossem conduzidas, tem a magnífica oportunidade de retomar as rédeas da carreira.
Uma porta que se abre é a da Consultoria Técnica e/ou Organizacional, cada vez mais solicitada pelas organizações face às bruscas mudanças globalizadas e às novas formas de trabalho. Mas como ser reconhecido como Consultor, na multidão de novas caras, novas mensagens, que chegam diuturnamente e entopem as nossas caixas de mensagem , e despertar o interesse e aparecer mais para o público para o qual realmente interessa aparecer?
Aqui vão algumas sugestões:
• Aprender a identificar quem é e onde está o cliente;
• Estruturar o que sabe , aquilo em que se destacou e pode oferecer, mas indagar sempre se é o mesmo que o mercado deseja;
• Aceitar e se convencer que pode se lançar num vôo solo e/ou se associar em empresa ou por projeto;
• Tornar mais tangível possível o serviço ofertado;
• Perceber o peso da inseparabilidade do serviço- prestador;
• Optar se ofertará serviços de ganhos no volume e/ou valor.
Enfim, os consultores podem afirmar, com convicção, que qualquer Organização, como as pessoas, têm problemas nas áreas da Comunicação, Planejamento e MKT Estratégico. Aí estão algumas oportunidades!
Luiz Affonso Romano, CMC, Affonso Romano Consultores Associados
Assinar:
Postagens (Atom)

